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Hoje, observa-se na população brasileira uma tendência de consumo excessivo de medicamentos isentos de prescrição (MIP), a qual está intimamente relacionada com o poder de decisão do indivíduo sobre os cuidados com a própria saúde. Sendo assim, conheça os MIP e os fatores que instigam as pessoas a consumi-los com tanta frequência.

 

O que são os Medicamentos Isentos de Prescrição?

De acordo com a Resolução-RDC n° 98/2016 da ANVISA, os MIP são os medicamentos que não exigem prescrição médica para serem dispensados ao paciente, de forma de estão disponíveis no autosserviço de drogarias e farmácias. Em sua embalagem consta a ausência de tarjas, tais como a vermelha para os medicamentos sujeitos a prescrição e a preta para os medicamentos sujeitos a controle especial. Entretanto, independente dessas características, os MIP estão de acordo com os requisitos de segurança, eficácia e qualidade que a Legislação Sanitária preza.  

Quais características os MIP devem apresentar?

Para que um medicamento se enquadre nessa categoria, o mesmo deve estar de acordo com os seguintes exigências:

  • Sua indicação é feita para o tratamento de doenças com evolução lenta/inexistente ou doenças não graves;
  • Deve apresentar baixo potencial de toxicidade, como também baixo potencial para interações medicamentosas, além de apresentar reações adversas com causas conhecidas;
  • Não deve ser utilizado de forma contínua, sendo seu uso por um período curto ou de acordo com o previsto na bula;
  • Deve apresentar fácil manejo pelo paciente, assim como baixo potencial de risco ao mesmo;
  • Não deve estar sujeito a causar dependência química ou psíquica ao paciente.

Com isso, são nas seguintes classes terapêuticas que os MIP estão disponíveis: analgésicos não narcóticos, antiácidos, digestivos, laxantes e vitaminas, dentre outros.

 

Quais fatores levam a população a consumi-los?

O cenário de consumo do mercado brasileiro revela que 63% da população recorre a essa categoria de medicamentos para enfrentar sintomas de saúde menores e tal perfil tende a aumentar. Assim sendo, muito mais que a opinião médica, o consumidor leva em consideração, na hora de adquirir o medicamento, a indicação de amigos e familiares, a influência do preço e de propagandas. Esse quadro, somado à ausência de prescrição dos MIP, confere maior liberdade ao paciente para obter os medicamentos e, consequentemente, maior risco à automedicação. 

Dessa forma, mesmo tratando-se de medicamentos isentos de prescrição, seu consumo não deve ser desenfreado, mas sim racional e consciente.

 

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Fontes

http://portal.anvisa.gov.br/informacoes-gerais-mip

http://www.cff.org.br/noticia.php?id=5222&titulo=Medicamentos+isentos+de+prescri%C3%A7%C3%A3o%3A+Anvisa+discute+tema

https://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/16571