No decorrer do ano de 2020, iniciou-se no mundo uma pandemia desencadeada pelo novo coronavírus e muito se questiona sobre quando teremos acesso à vacina para essa doença. Entretanto, para que uma vacina seja disponibilizada, seu desenvolvimento deve passar por uma série de etapas. Para saber mais sobre isso, confira nosso texto abaixo!

Em qual contexto surgiu a ideia da vacinação?

No século XVIII surgiu a primeira vacina através da descoberta do médico britânico Edward Jenner. Ele observou que as pessoas que trabalhavam na ordenha das vacas adquiriam imunidade à varíola que acometia os humanos e que, pessoas saudáveis, quando inoculadas com uma secreção de indivíduos doentes, eram imunes ao vírus da doença ou apresentava sintomas leves. Com isso, por meio dos seus experimentos Jenner iniciou o desenvolvimento de uma vacina a partir da cowpox, o vírus da varíola que contaminada as vacas, e o termo vacina é proveniente do latim vaccinus em sua homenagem, que significa “derivado da vaca”.

Qual o objetivo da vacinação?

Desde então, as vacinas começaram a ser feitas para o mais variados tipos de doenças e elas possuem a função de estimular o nosso organismo a produzir células de defesa, inibindo que o mesmo manifeste os sintomas da doença quando infectado.
Assim, após o contato do indivíduo com o microrganismo patogênico (vírus ou bactérias, por exemplo), o sistema imunológico começa a produzir células que atuam na defesa do indivíduo, como também anticorpos que auxiliam no combate contra esses patógenos. Além disso, esse processo desencadeia um mecanismo de memória no organismo e, caso ele seja novamente infectado pelo mesmo antígeno, a defesa será reativada para promover sua proteção.

Tipos de vacina:

Vacina com vírus atenuado

A utilização do vírus enfraquecido é um dos métodos de desenvolvimento de vacinas. Por meio dessa técnica, o vírus ainda encontra-se vivo, mas é incapaz de causar a doença por estar atenuado, o que favorece a produção de anticorpos contra esse patógeno. Por meio dela, é requerida a aplicação de apenas uma ou duas doses entre um espaço de tempo determinado. Dessa forma, garantindo assim a imunização do indivíduo no decorrer de muitos anos ou durante a vida toda. Como exemplo de vacina que utiliza essa técnica, podemos destacar a vacina da poliomielite oral e febre amarela.

Vacina com vírus morto ou parte dele

Outro método existente para a produção de vacinas é por meio da utilização do vírus morto ou de um fragmento purificado dele. Essas vacinas são mais seguras para quem possui o sistema imunológico mais fraco (imunodeprimidos) e grávidas. Entretanto, requerem a aplicação de um número maior de doses para que a imunização do organismo seja efetiva. As vacinas da poliomielite injetável, gripe e hepatite A, por exemplo, utilizam dessa técnica.
Também existem outras técnicas para o desenvolvimento de vacinas, como vacinas de subunidade conjugada, vacinas de subunidade toxóide e vacinas de subunidade recombinantes. Atualmente, essas abordagens estão sendo mais amplamente estudadas e implementadas, visto que apresentam uma maior segurança e efetividade para desenvolver uma resposta imune adequada do indivíduo.

Quais são as etapas de desenvolvimento de uma vacina?

Pesquisas

A primeira etapa é identificar o agente causador da doença e a partir disso iniciar as pesquisas. Essa etapa é necessária até que seja observado qual o melhor método para fabricação da vacina, de modo a promover a maior proteção para os indivíduos. Após esse procedimento, seu protótipo pode ser desenvolvido para a aplicação dos testes.

Testes

A etapa de testes deve ser muito rígida para que a segurança e a eficácia da vacina sejam validados. Primeiramente acontece a fase pré-clínica, na qual a vacina é aplicada em animais para comprovar a estabilidade da formulação. Aprovada essa fase, tem início a fase clínica, em que os testes são realizados primeiramente com um grupo pequeno de pessoas e depois em um grupo maior.
A partir da aprovação de todas as fases, a vacina pode ter prosseguir para a próxima etapa. Caso contrário, mais pesquisa e testes devem ser feitos.

Regulamentação

Após a fase de testes, é necessário que os órgãos reguladores aprovem a vacina e a liberem para fabricação. Para isso, todos os dados coletados desde o início devem ser enviados para a Organização Mundial da Saúde (OMS) e para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), no caso do Brasil, para análise. Se aprovada, sua fabricação pode ter início.

Fabricação e distribuição

Com a pesquisa, testes e regulamentação finalizados, os laboratórios podem dar início à fabricação da vacina. Depois de pronta, a mesma é distribuída aos postos de saúde, farmácias ou clínicas para a aplicação na população, garantindo a saúde de todos.
Tendo em vista todas as etapas de desenvolvimento, as vacinas podem demorar anos para serem feitas com a devida segurança e eficácia.

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