Se você entrar em qualquer rede social e procurar por “skin barrier repair”, é praticamente impossível não esbarrar num tubinho azul e branco: o Cicaplast Baume B5, da La Roche-Posay. O produto já acumula quase 700 milhões de publicações só no TikTok, é chamado de “salvador da pele” nas resenhas e virou aquele item que promete resolver desde ressecamento extremo até marquinha de acne. Mas por trás do hype, existe uma fórmula que realmente sustenta parte dessa fama, e um limite que vale a pena entender antes de sair usando para tudo.
O que está por trás do hype
O bálsamo reúne uma combinação pensada para reparar a barreira cutânea: pantenol (vitamina B5) a 5%, que hidrata e favorece a regeneração da pele; madecassosídeo, extraído da centella asiática, com ação calmante e antioxidante; manteiga de karité e glicerina, que formam uma camada oclusiva e ajudam a reduzir a perda de água transepidérmica; e gluconato de zinco, com propriedades antibacterianas úteis em quadros de acne inflamatória. A água termal da marca, rica em selênio, completa a fórmula com um efeito calmante adicional. Ou seja, não é só marketing, tem justificativa técnica para o apelo “multiuso”.
Por que essa fórmula viralizou
Uma fórmula tecnicamente sólida em um único pote resolve o pesadelo de rotina de quem sofre com eczema, rosácea, pele extremamente seca ou está em recuperação pós-procedimento estético, como laser e peeling químico. É essa versatilidade, somada a recomendações reais de dermatologistas e a resenhas espontâneas amplificadas pelos próprios usuários, que transformou o Cicaplast de item de nicho dermocosmético em fenômeno de prateleira, com filas de reposição em farmácias e vídeos de “unboxing” no lugar de conteúdo de skincare tradicional.
O ponto que exige atenção
Multiuso não é sinônimo de uso indiscriminado. O próprio hype gerou alertas importantes, como o cuidado ao aplicar o produto perto dos olhos, região onde a alta oclusividade pode favorecer o surgimento de milium. Peles oleosas ou com tendência acneica também podem reagir mal a uma camada tão espessa de emolientes, mesmo com o zinco presente na fórmula. O maior risco por trás de qualquer produto viral é a generalização, usar o mesmo bálsamo para indicações completamente diferentes só porque “todo mundo está usando” pode mascarar sintomas que precisam de avaliação dermatológica individual, além de gerar reações em peles cujo perfil não combina com uma formulação tão oclusiva.
Como a Farmacon Jr pode te ajudar?
Transformar um ativo ou uma fórmula multifuncional em um produto seguro e realmente eficaz exige testes de estabilidade, compatibilidade dérmica e evidência científica por trás de cada promessa, não apenas potencial de viralização. A Farmacon Jr, empresa júnior do curso de Farmácia da USP de Ribeirão Preto, oferece suporte técnico-científico para avaliar ativos como centella asiática, pantenol e zinco, e desenvolver formulações cosméticas seguras, estáveis e embasadas em evidência, com supervisão de professores especialistas e preço acessível para pequenos empreendedores e marcas em crescimento.