A união de beleza com promoção do bem-estar: neurocosmetologia é a evolução da cosmética e pode ser uma aposta certeira para expandir seus negócios no mercado atual!

Pele e Endorfinas

A pele e o sistema nervoso têm a mesma origem embrionária: ambos derivam da ectoderma, que acaba formando o tubo neural e a pele. Sendo assim, pele e sistema nervoso estão conectados e um jeito simples de perceber isso é observar que algumas emoções causam ligeiras mudanças no tom de pele. Entretanto, esse tom vermelho de vergonha, por exemplo, não é a única conexão entre cérebro e pele.

A endorfina, o “hormônio da felicidade”, modula o humor e causa a sensação de bem-estar. A produção desse hormônio pode ser estimulada praticando exercícios físicos, comendo chocolate, abraçando. E as endorfinas não são exclusivas do cérebro: a pele possui receptores para esse neurotransmissor, que estimulam a atividade de células da epiderme e da derme.

Tendo em vista que a pele possui neurotransmissores, surgiu a neurocosmética: um ramo da cosmetologia focado em produzir produtos com substâncias que “atuam na pele de forma semelhante aos neuromediadores ou neurotransmissores, substâncias liberadas no cérebro, que exercem efeitos benéficos para a saúde e beleza da pele e dos cabelos. Os neurocosméticos, portanto, não só cuidam do aspecto físico da pele, mas também proporcionam a ela – e a quem deles se beneficia – sensação de bem-estar, prazer e relaxamento”, segundo Giovanna Barbosa, farmacêutica-bioquímica da Galena Farmacêutica.

Neurocosméticos em Ação

Como os neurocosméticos agem? Há uma conexão entre as células nervosas e as da pele: as nervosas produzem mediadores que atingem seus alvos na superfície das células da pele e estas produzem mediadores que regulam as funções metabólicas das células nervosas.

Com base nisso é possível entender a ação dos neurocosméticos. Por exemplo: queratinócitos (células formadas na epiderme) têm como principal função produzir queratina, mas também produzem neuromediadores (além de expressar seus receptores) e fatores de crescimento nervoso (NGF, que têm um importante papel no desenvolvimento, crescimento e manutenção de células nervosas, além de ser uma molécula sinalizadora entre os neurônios).

Sendo assim, um neurocosmético tópico pode ter uma função “NGF-like” e ser capaz de agir na regeneração e manutenção da pele por meio dos queratinócitos, aumentando a migração dessas células para um local danificado. Além disso, também combate o envelhecimento, já que a redução de NGF em células maduras pode levar ao envelhecimento.

Mercado

Um dos precursores no mercado brasileiro é a “Ciclos d´Racco Dia – Emulsão Facial Sensoativa”, da Racco, lançado em 2006. Esse neurocosmético contém Ciclopeptídeo, que age na renovação celular e regeneração da pele, tendo também ação anti-stress, estimulando a liberação de β-endorfinas e promovendo a sensação de bem-estar.

Abaixo encontram-se alguns neurocosméticos disponíveis no mercado:

    • Endorphin, que apresenta em sua formulação polifenóis de Cacau e extrato da flor da Tephrosia purpurea. Esse produto promove uma ação analgésica e uma sensação agradável devido a liberação de β-endorfinas;
    • Neuroxyl, composto por neuropeptídeos com propriedades neurotróficas, neuroprotetoras e antioxidantes. Ele apresenta atividades antioxidante, anti-aging e anti-stress;
    • Calmskin, ativo rico em flavononas das folhas de hortelã. Atua inibindo a liberação de mediadores da inflamação e regulando a microcirculação da pele, diminuindo assim sintomas de irritação.

 

Quer saber mais sobre essa área da cosmetologia que tende a crescer cada vez mais? Entre em contato conosco!

Quer receber atualizações dos nossos conteúdos e promoções exclusivas?

Então inscreva-se agora! Basta informar os dados abaixo. É fácil, rápido e totalmente gratuito!