A intolerância à lactose é um quadro muito comum que atinge cerca de 2 milhões de brasileiros anualmente, trazendo diversos desconfortos para os indivíduos quando não diagnosticados e tratados. Quer saber mais sobre o assunto? Acompanhe nosso texto logo abaixo!

O que é intolerância à lactose?

Intolerância à lactose é o termo utilizado para classificar indivíduos incapazes de digerir um importante açúcar presente no leite, a lactose. Isso se dá por conta de um déficit na produção da enzima responsável pela sua quebra e absorção, a lactase.
Dessa forma, assim que os sintomas da intolerância surgem, são necessários exames específicos para identificar o grau desse déficit – que pode ser leve, moderado ou total – e quão menor for a produção dessa enzima, mais intensos serão os sintomas apresentados.

Intolerância à lactose x Alergia ao leite

A alergia ao leite e a intolerância à lactose são duas situações de saúde bem diferentes, mas que costumam ser confundidas com frequência.
Desse modo, a intolerância à lactose é relacionada unicamente com o trato digestivo, enquanto que a alergia ao leite envolve diversos processos imunológicos de reação ao leite, podendo gerar sintomas alérgicos (reações cutâneas, gastrointestinais, respiratórias e sistêmicas) em até duas horas após o contato direto com o alimento.

Como atua no organismo?

A lactose, em condições normais, é degradada e absorvida no intestino delgado, porção do trato gastrointestinal responsável pela produção da enzima lactase. Entretanto, quando uma pessoa intolerante ingere leite ou seus derivados, a lactose passa intacta pelo trato digestivo, causando problemas ao chegar no intestino grosso.
Dessa forma, a presença da lactose no intestino grosso causa grande desconforto para o organismo, pois além da produção de ácido lático e gases pelas bactérias fermentadoras, também aumenta a retenção de água, gerando cólicas e diarreia.

Diferentes tipos e causas da intolerância à lactose

Deficiência congênita: É uma disfunção genética rara, na qual a criança já nasce incapaz de produzir a enzima lactase.

Deficiência primária: A mais comum na população. Essa deficiência é ocasionada pela diminuição progressiva da produção da enzima, ocorrendo a partir da adolescência até o fim da vida.

Deficiência secundária: Decorrente de outra doença que debilitou o trato digestório e geralmente é temporária, ou seja, ocorre durante o período em que o indivíduo encontra-se debilitado. Dessa forma, essa deficiência pode ocorrer durante o primeiro ano da criança, por conta das diarreias frequentes, ou em indivíduos atingidos por doenças como a Síndrome do Intestino Irritável, doença de Crohn, doença celíaca, entre outras.

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Sinais e sintomas

Após o consumo de leite, é importante prestar atenção e buscar atendimento médico caso você apresente os seguintes sinais e sintomas:

  • Dor e inchaço abdominal
  • Gases
  • Diarreia
  • Náusea
  • Dor de cabeça

Testes realizados para o diagnóstico

Teste de tolerância: Após receber uma dose de lactose em jejum, os níveis de glicose no sangue do paciente são medidos. Caso a glicemia se mostre aumentada, o teste é positivo para a intolerância à lactose.

Teste de acidez das fezes: É possível detectar a intolerância por meio do exame de fezes, pois há a detecção de um aumento de ácidos característicos.

Teste de hidrogênio na respiração: O hálito do paciente é monitorado em intervalos de 15 e 30 minutos após a ingestão da lactose. Se houver o aumento de hidrogênio da respiração, significa que a lactose foi processada incorretamente pelo organismo.

Tratamento

Apesar de não ter cura, possui alternativas de tratamento que levam a pessoa a uma vida comum. Ademais, é também importante estabelecer que o tratamento será diferente de acordo com o grau da deficiência da pessoa em questão.
A maioria dos casos possui certo grau de tolerância ao consumo da lactose e, a partir do auxílio médico, é possível estabelecer a quantidade máxima desse açúcar que a pessoa pode ingerir de modo seguro. Logo, a fim de evitar os sintomas de forma imediata, são sugeridas ao indivíduo mudanças alimentares na sua rotina, ou seja, exclusão ou diminuição do consumo de leite e derivados.
Entretanto, o consumo da lactose, mesmo pelos casos mais graves, não precisa ser completamente excluído, mas feito com o auxílio de suplementos da enzima lactase, sempre seguindo as orientações médicas.

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Referências:

https://www.hospitaloswaldocruz.org.br/aprevencao-e-saude/dicas-saude/cuidados-com-a-intolerancia-a-lactose
https://vidasaudavel.einstein.br/aintolerancia-a-lactose-cuidados-com-a-alimentacao/
https://drauziovarella.uol.com.br/adoencas-e-sintomas/intolerancia-a-lactose/

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