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Corte de Verbas na Educação Superior

Recentemente, foi anunciado o corte de 30% do orçamento discricionário das universidades federais e a suspensão de bolsas de mestrado e doutorado, concedidas pela Capes.  O Brasil vem enfrentando há anos um déficit no orçamento público, e o corte de verbas surgiu perante a necessidade identificada pelo governo de reduzir gastos. Entretanto, a redução com gastos na educação superior pode ter enormes efeitos, já que as universidades contribuem significativamente para o desenvolvimento nacional. Mas afinal, por que a universidade é importante para a sociedade?

O que faz a Universidade?

As universidades públicas brasileiras são diretamente responsáveis pela produção de conhecimento científico, prestação de serviços à sociedade, desenvolvimento tecnológico e humano. Diversas pesquisas realizadas na USP Ribeirão Preto por exemplo, que comporta diversos cursos da área da saúde, podem dar luz à novos medicamentos e tratamentos para diversas doenças. Sem o investimento em pesquisa, limitam-se novas descobertas e o retorno que a universidade é capaz de gerar para a sociedade.

A pesquisa científica não é a única atividade capaz de gerar um retorno ao país. Ao lado da pesquisa e do ensino, a extensão é um dos pilares que sustentam as universidades: são atividades que levam à sociedade o conhecimento produzido nas instituições, por meio de cursos, eventos e prestação de serviços. Museus, teatros e hospitais, como o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP), que atende milhares de pessoas diariamente, são exemplos de atividades de extensão, cuja existência dependente diretamente das universidades.

A Empresa Júnior e a Universidade

Os alunos de graduação também são responsáveis por prestar ações voltadas à sociedade. Um exemplo disso é a própria Empresa Júnior, como a Farmacon Jr. Através dela, o jovem passa por uma vivência empresarial ainda na universidade, coloca em prática o que aprende em sala de aula e entrega valor direto para a sociedade.

Todas as empresas juniores unidas formam um movimento maior, conhecido como Movimento Empresa Júnior (MEJ). Somente este ano, o MEJ já movimentou mais de 10 milhões de reais na economia brasileira, segundo dados fornecidos pela Brasil Júnior. A tendência é que esse número aumente ainda mais até dezembro. Essa receita é resultado de serviços de baixo custo prestados pelas empresas juniores para as comunidades locais.

Como a empresa júnior é capaz de gerar retorno à sociedade

A Farmacon Jr, por exemplo, realiza serviços na área de Pesquisa & Desenvolvimento de Cosméticos, por um preço abaixo do mercado, uma vez que a empresa júnior não visa o lucro. Ao mesmo tempo que o custo reduzido torna o serviço acessível a micro e pequenos empreendedores, a qualidade e excelência do serviço prestado é garantida, por meio da orientação e auxílio dos professores da USP. Dessa forma, as empresas se beneficiam dos projetos desenvolvidos pelos alunos, sendo estes serviços de alta qualidade e baixo investimento.

Além de impactar a economia, o MEJ também é responsável por fomentar o empreendedorismo nas universidades. Por meio da empresa júnior, os jovens são incentivados a praticar, ainda na faculdade, os conhecimentos aprendidos nas aulas. A sociedade é beneficiada com os serviços prestados, e os alunos tem oportunidade de se desenvolver pessoal, profissional e academicamente. Tudo isso só é possível através da universidade.

O bloqueio de 30% dos recursos financeiros das Universidades e Institutos Federais, assim como o congelamento das bolsas de mestrado e doutorado, não só representam um retrocesso ao desenvolvimento social e econômico do nosso país, como afetam todo o Movimento Empresa Júnior, no qual a Farmacon Jr se insere. A universidade é o palco para muitas das ações destinadas à população. Cabe a nós compreendermos sua importância e impacto, e passar adiante essa reflexão.

Fontes

Sebrae – Empresa Júnior – o que é? Como funciona?